No dia 20 de abril, a Câmara Municipal de Vila Real e a Polícia de Segurança Pública formalizaram a assinatura de um protocolo para a instalação e gestão de um sistema de videovigilância na cidade, numa medida que reforça o compromisso conjunto com a segurança e a qualidade de vida da população.
Durante a cerimónia, o presidente da autarquia, Alexandre Favaios, sublinhou que Vila Real é “felizmente uma terra segura”, destacando a relação de cooperação contínua com a PSP. Ainda assim, reconheceu a necessidade de antecipar desafios e responder a sinais como atos de vandalismo e perturbações no espaço público, que podem afetar o sentimento de segurança dos cidadãos.
O autarca frisou que a implementação da videovigilância resulta de uma decisão ponderada e responsável, assumindo-se como um instrumento moderno de prevenção e dissuasão da criminalidade. Com um investimento inicial de cerca de 730 mil euros, o sistema prevê a instalação de 38 câmaras em pontos estratégicos, contribuindo para a proteção de pessoas e bens, bem como para a valorização do espaço urbano.
Além da vertente de segurança, o sistema poderá também melhorar a gestão do trânsito, promovendo uma circulação mais segura e organizada. Alexandre Favaios destacou ainda que o projeto respeitará rigorosamente os princípios da legalidade, da proteção de dados e da salvaguarda da privacidade.
Por sua vez, o diretor nacional da PSP, superintendente Luís Carrilho, considerou a videovigilância “um dos grandes instrumentos” para reforçar a perceção de segurança e apoiar a responsabilização de autores de crimes. Sublinhou, no entanto, que a tecnologia não substitui o papel essencial do policiamento de proximidade, defendendo a complementaridade entre meios humanos e tecnológicos.
Ambos os responsáveis destacaram a importância da cooperação institucional entre autarquia e forças de segurança, considerando-a fundamental para garantir uma resposta eficaz aos desafios atuais. O protocolo agora assinado representa, assim, mais um passo numa estratégia integrada que visa consolidar Vila Real como uma cidade segura, atrativa e preparada para o futuro.
Teve início no passado dia 16 de abril uma nova atividade de dança integrada no projeto “Espaços pela Inclusão”, que decorrerá todas as quintas-feiras, entre as 16h00 e as 17h00, até ao dia 2 de julho. A iniciativa tem lugar n’ “O Meu Bairro é Top” e visa dinamizar a comunidade com momentos de ritmo, convívio e boa disposição.
As aulas de dança surgem como uma oportunidade aberta à participação de todos, promovendo não só a prática de atividade física, mas também o fortalecimento de laços sociais e o bem-estar dos participantes. A iniciativa convida a comunidade a envolver-se ativamente, reforçando o espírito de inclusão e partilha.
Segundo a vereadora responsável pelo pelouro de Ação Social e Igualdade, Mara Minhava, “projetos como este são fundamentais para criar um verdadeiro sentimento de pertença nas pessoas. Através destas atividades, conseguimos aproximar a comunidade, promover a inclusão e valorizar cada indivíduo no seu contexto social”.
Promovido pelo Município de Vila Real e cofinanciado pela União Europeia, através do Programa Regional NORTE 2030, o projeto “Espaços pela Inclusão” tem como principal objetivo fomentar a inclusão ativa dos habitantes dos Bairros da Araucária e da Telheira. Ao longo do tempo, tem vindo a desenvolver inúmeras atividades nas áreas da cultura, empregabilidade, bem-estar e coesão social, contribuindo para uma comunidade mais integrada e participativa.
Foi com estranheza que o Município de Vila Real tomou conhecimento da decisão judicial de permitir à Resinorte, entidade responsável pela gestão do Aterro Sanitário de Vila Real, situado em Mosteirô, na freguesia de Andrães, retomar a normal atividade de deposição de Resíduos Urbanos (RU) dando assim provimento à Oposição à Providência Cautelar interposta pela Resinorte à Providência Cautelar intentada pelo município de Vila Real contra o aumento da capacidade de deposição de RU no Aterro Sanitário de Vila Real.
Não foram assim tidos em atenção os argumentos aduzidos pela Câmara Municipal de Vila Real (CMVR) e das populações envolventes ao aterro de que a continua deposição de RU para além do já licenciado se constitui no perpetuar de um problema de saúde pública que irá recair sempre sobre as mesmas populações que há já bem mais de 20 anos suportam, sem compensações pelo seu contributo para um problema coletivo, os inconvenientes de terem de conviver com uma infraestrutura, porque muitas vezes mal gerida, que provoca odores intensos, lixiviados que comprometem o ambiente das linhas de água, as aves de grande porte que destroem as culturas e o continuo trânsito de viaturas pesadas que degrada as vias das localidades envolventes.
Porque o próprio Contrato de Concessão (CC) prevê alternativas ao fim da vida útil do aterro como é a instalação de uma Estação de Transferência (ET) para envio dos RU desta região para outras instalações da Resinorte, ET que já está em funcionamento e que foi já utilizada durante o período de interrupção do funcionamento do aterro, não compreendemos porque não é desde já adotada a solução técnica final preconizada no CC, pondo-se definitivamente fim à vida útil de uma infraestrutura que inevitavelmente e muito proximamente, não suportará mais deposição de RU.
Compreendemos que exista um problema nacional de falta de capacidade de deposição de RU em aterro, não compreendemos a incapacidade da Resinorte de atempadamente acautelar a sua incapacidade de receção de RU em aterro, e muito menos compreendemos que para um problema à escala nacional que tem que ser solucionada, e havendo soluções alternativas como é, por exemplo, a incineração, tenham de ser as mesmas populações que desde sempre já suportam os inconvenientes da proximidade destas instalações, a terem novamente de ser a solução para um problema que não lhes pertence e para o qual deram já o seu contributo.
O Executivo Municipal da CMVR tudo continuará a fazer, com recurso aos meios legais ao seu dispor, para impedir e parar a deposição de RU no Aterro Sanitário de Vila Real, dando assim voz ao descontentamento das populações que serve.
O Município de Vila Real foi distinguido com a Bandeira de Mérito Social 2026, prémio atribuído pela Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES), uma das mais relevantes distinções nacionais na área da intervenção social. O galardão reconhece o trabalho consistente e inovador desenvolvido pela autarquia na promoção da inclusão, coesão social e melhoria das condições de vida das populações mais vulneráveis.
A entrega da distinção decorreu no âmbito da Gala do Mérito Social 2026, realizada a 9 de abril, no Centro de Artes de Águeda, um evento de referência que celebrou projetos e instituições com impacto significativo na sociedade. A candidatura apresentada pelo município destacou um conjunto articulado de respostas sociais, assentes em práticas inovadoras, inclusivas e eficazes.
Entre os projetos em evidência está “O Meu Bairro é Top”, que promove a inclusão social, a animação comunitária e o empoderamento pessoal, com especial enfoque no combate à solidão e ao isolamento. Através de atividades intergeracionais, este projeto reforça o sentimento de pertença e o bem-estar da comunidade. Complementarmente, o projeto “Espaço pela Inclusão” reforça esta intervenção com abordagens criativas e participativas, enquanto o “BILA.IG” se centra na promoção da igualdade de género e da não discriminação, envolvendo públicos de todas as idades e fomentando uma cultura de respeito e cidadania ativa.
No apoio direto à população sénior, o município tem vindo a desenvolver medidas como o Cartão Sénior, a Teleassistência e a Oficina Domiciliária, que visam reforçar a autonomia, segurança e qualidade de vida dos idosos, permitindo a sua permanência no meio habitual e combatendo o isolamento e a exclusão social. Paralelamente, são promovidas diversas iniciativas comunitárias, como convívios, ações de sensibilização e encontros intergeracionais, que incentivam o envelhecimento ativo e uma sociedade mais solidária.
A vereadora com o pelouro de Ação Social, Mara Minhava, destacou que “este prémio reconhece o compromisso diário do município com políticas inclusivas, próximas das pessoas e centradas na dignidade humana, valorizando o trabalho desenvolvido junto das comunidades mais vulneráveis e reforçando a importância de continuar a investir em respostas sociais inovadoras”.
Vila Real recebeu, no passado dia 7 de abril, a 2.ª prova da Liga Boccia Sénior INATEL Trás-os-Montes, que decorreu no Pavilhão dos Desportos.
A iniciativa, organizada pela Fundação INATEL de Vila Real em colaboração com o Município, contou com a participação de mais de uma centena de atletas, todos com mais de 60 anos, distribuídos por 31 equipas.
O evento destacou-se pelo convívio, pela competição saudável e pelo espírito de fair play. A equipa do município da Régua conquistou o 1.º lugar, enquanto as equipas de Miranda do Douro alcançaram o 2.º e 3.º lugares do pódio. Marcaram ainda presença equipas dos municípios de Mondim de Basto, Vila Real, Mirandela, Sabrosa e Santa Marta de Penaguião.
O Boccia é uma modalidade inclusiva, aberta a todas as idades, que promove a integração social, o espírito de cooperação e o bem-estar psicossocial. A Fundação INATEL, em parceria com os municípios, tem desempenhado um papel fundamental na sua dinamização a nível nacional, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população sénior.
Em Vila Real, o Boccia Sénior é uma oferta gratuita do Município para pessoas com mais de 60 anos. As inscrições podem ser realizadas no Pavilhão dos Desportos, durante os treinos:
📅 Segundas e quartas-feiras
🕓 16h00 às 17h00
Participe e junte-se a esta modalidade!
