Manuel Martins arrasa campanha “AVANÇAR” da candidatura do Partido Socialista

Manuel Martins arrasa campanha “AVANÇAR” da candidatura do Partido Socialista à Câmara Municipal, perspetiva descidas no IMI e na Fatura da Água, e anuncia que já não se farão as Piscinas no Campo do Calvário, que vai ser dotado de Piso Sintético, criticando ainda a atuação da CCDR-N no processo do Hotel do Parque.

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Real teceu duras críticas à campanha do Partido Socialista de Vila Real, no discurso proferido durante a Sessão da Assembleia Municipal de 30 de Abril, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Nesta intervenção, começou por recordar o contexto nacional adverso, referindo-se aos dois anos desde a data do acordo que o anterior Governo firmou com a TROIKA, afirmando “Não nos podemos esquecer que o Governo Socialista afundou o país em dívidas, sendo obrigado a reconhecer o seu fracasso e, a ser resgatado por esta TROIKA que, … evitou a Bancarrota do País. Já não havia dinheiro para pagar vencimentos, reformas, etc. Uma verdadeira humilhação Internacional. … Os Portugueses estão a pagar bem caro este resgate, com muitas pequenas e médias empresas a encerrar as suas portas, com a marca dolorosa do desemprego, em especial entre os mais jovens que atingiu uma dimensão preocupante, com o regresso do fenómeno da emigração e da preocupação com o futuro.”

Depois fez a ligação da atual conjuntura de crise e as próximas eleições autárquicas afirmando que “Esta é uma lição que não podemos esquecer, e é mais importante do que nunca pois este ano é ano de eleições autárquicas, de voltar a escolher. É espantoso e preocupante como há candidatos que vivem, já num verdadeiro frenesim eleitoral e, ávidos de Poder, prometem o verdadeiro “Milagre das Rosas” num discurso Demagógico e Mágico com todas as soluções. …. AVANÇAR em tudo e com todos, a qualquer preço, na ânsia de conquistar votos e ganhar as eleições. Quanto custa este AVANÇAR? Não sabem nem importa. …É a politica do "logo se verá"!

Continuou afirmando “Nestas alturas é fácil explorar politicamente a mensagem demagógica, tal é o cansaço da austeridade e o desencanto que vivemos. O discurso é fácil dizê-lo, mas não é verdadeiro…..”

No mesmo tom, misto de apreensão e alerta Manuel Martins prosseguiu “Mas enganam-se! Os vila-realenses estão bem atentos e conscientes da realidade …. Não vale a pena vender ilusões! …. não podemos permitir que a exigência do rigor, da disciplina da gestão dos recursos públicos, e das Boas Contas do município sejam destronadas pelo aventureirismo.”

As críticas mais veementes surgiram, porém, quando se referiu “ Este é o caminho a seguir, e do qual não nos podemos desviar, sob pena de a Câmara Municipal AVANÇAR para o abismo e para a falência, colocando em risco o pagamento às freguesias, às Associações (Sociais, Humanitárias, Culturais e Desportivas), aos fornecedores e mesmo dos vencimentos aos funcionários.”

Manuel Martins, reafirmou que as Boas Contas da autarquia permitiam baixar os impostos ”…..estão criadas as condições para continuar a descer gradualmente o IMI, cuja taxa já está 50% abaixo do máximo legal, e descer …. o valor das taxas e tarifas da Água e Saneamento….”

Nesta intervenção em que fez um Balanço de cada uma das áreas de intervenção, o Presidente da Câmara referiu-se a alguns projetos polémicos e as respetivas soluções como o edifício inacabado junto ao Hotel Miracorgo, onde poderá vir a ficar instalada a sede da Comunidade Intermunicipal do Douro, tecendo críticas ao modo como a CCDR-N conduziu o processo do Hotel do Parque para instalação de um Hospital Privado e um Lar de Residências Assistidas “ … os proprietários privados e a Câmara Municipal tudo fizeram para que fosse concluído. Infelizmente fomos derrotados pela burocracia da CCDR-N (deu parecer positivo após 3 anos, apanhando pelo meio com a crise bancária)aquela burocracia que despreza impiedosamente a necessidade de investir, e que o Governo quer agora eliminar. Note-se que este investimento é fundamental para a dinamização do Centro Histórico. Tenho a esperança que os privados não desistam.”

Deu a notícia que “…já não se farão as Piscinas no Calvário. Apesar de Vila Real precisar deste novo equipamento, como os números bem o demonstram, não estavam reunidas as condições financeiras para este avultado investimento. É um desafio que deixo para o próximo executivo. A candidatura aos fundos comunitários foi significativamente reduzida e está a ser convertida para a Modernização do Campo de Futebol do Calvário, com um Piso de Relva Sintética e qualificando as bancadas, balneários, etc..”

Neste sentido deu também a notícia de que está para breve “…a qualificação de alguns arruamentos, passeios da cidade de Vila Real como sejam: desde a Av. da Noruega -Av. 1º Maio - Av. Aureliano Barrigas até ao Cemitério de Sta. Iria; e desde a Av. da Europa (cruzamento das boxes) - Av. de Osnabruck até ao cruzamento da EN 322 (junto ao restaurante Mateus)”.

Acrescentou que a Câmara Municipal poderia ter todos os investimentos realizados há vários anos caso seguisse a escola do anterior Governo “ ….recorrendo às famosas PPP’s – Parcerias Público Privadas, como muitos municípios fizeram..” mas esse não era o caminho certo afirmando “Obviamente estaria falida como estão muitas outras autarquias … …gostamos de honrar os nossos compromissos. Não hipotecamos as gerações futuras de Vila Real. Chama-se a isto, responsabilidade inter-geracional.”

Manuel Martins não poupou algumas críticas ao modo como o Governo tem tratado alguns dossiers importantes para Vila Real, como o do Terminal Rodoviário de Vila Real, obra já foi adjudicada ao empreiteiro, mas cujo contrato de financiamento está congelado pelo Ministério das Finanças.

O autarca concluiu “…o facto de, no exercício de 2012, o município de Vila Real, ter contribuído positivamente para a redução do Deficit Orçamental do Estado com € 4.944.338, e para a redução da Dívida Pública Nacional com € 1.217.288.” terminando a sua intervenção sublinhandoNão é por nossa causa que as Contas do país estão deficitárias”.