MÁ GESTÃO DO ATERRO DE ANDRÃES PROVOCA PROBLEMAS AMBIENTAIS GRAVES

11 fevereiro 2020, 11:58 am
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CMVR CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL DENUNCIA PROBLEMA ÀS AUTORIDADES

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos, informou hoje, dia 10 de fevereiro, que a Câmara Municipal de Vila Real apresentou uma queixa às autoridades competentes (SEPNA/GNR e APA), na sequência da constatação de um possível derrame de lixiviado para a rede de águas pluviais da autoestrada A24, à entrada do acesso da EM313-1 para a A24, junto ao nó do Aterro Sanitário localizado em Mosteirô, na freguesia de Andrães, verificado no dia 5 de fevereiro de 2020.

Ao longo dos últimos anos muitas reclamações têm chegado às juntas de freguesia de Andrães e Folhadela, nomeadamente no que se refere à contaminação das linhas de água. Deste modo, a autarquia defende a urgência da reavaliação e correção de toda a rede de águas pluviais e de lixiviados do aterro por forma a ficar claramente garantido o seu funcionamento pleno, e no cumprimento das normas ambientais a que uma instalação como esta está obrigada.

Os odores intensos que provêm da atividade de deposição de resíduos no aterro, que em muito perturbam o normal desenvolvimento quotidiano da vida das populações envolventes ao aterro (Mosteirô, Andrães, Portela, Zona Industrial de Constantim), configuram também graves incumprimentos da legislação ambiental a que está obrigada a entidade gestora desta infraestrutura, a Resinorte, “situação que hoje aqui denunciamos, exigindo às autoridades competentes pela fiscalização desta atividade uma atuação eficaz que permita rapidamente repor a normalidade”, frisou Rui Santos.

A Câmara Municipal de Vila Real exige igualmente à Resinorte o cumprimento escrupuloso de todas as normas técnicas de gestão de aterros sanitários com estas características que, se devidamente cumpridas, minimizarão os problemas sentidos ao longo dos anos pelas populações, nomeadamente os odores intensos, a presença de aves de grande porte, a infiltração de lixiviados nas linhas de água envolventes que destroem todo o ambiente, situações facilmente evitáveis se os resíduos depositados fossem imediatamente cobertos para que a sua exposição ao ar se confinasse ao mínimo necessário e se as redes de águas pluviais e de encaminhamento dos lixiviados para tratamento fossem devidamente conservadas e beneficiadas.

Se é certo que no último ano houve a introdução de melhorias no aterro, embora ainda insuficientes para tranquilizar as populações, a gravidade deste último incidente não deixou ao Município outra via que não a de procurar resolver definitivamente estes atropelos ao ambiente e à saúde das populações.

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