O Escritor dá-se a conhecer

cribeiro1 cribeiro2 cribeiro3

 

 


O meu nome é Carla Sofia Lopes Ribeiro, nasci a 20 de Julho de 1986 e sou natural de S. Martinho de Mouros. Estudo Medicina Veterinária na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e escrevo.

Comecei a escrever com aproximadamente catorze anos, por simples vontade de transmitir para o exterior os meus pensamentos e sentimentos. Comecei por escrever poesia e alguma prosa poética, passando aos contos e, só mais tarde, à narrativa longa. Presentemente, escrevo um pouco de tudo, apesar de, na poesia, ter uma predilecção especial pela estrutura de soneto.

Até à data em alguns concursos literários, onde obtive alguns resultados positivos, entre os quais os que se seguem.

- 3º lugar no concurso “Douro Leituras” 2003
- menção honrosa no Prémio Padre Moreira das Neves – Paredes 2004
- 1º lugar na modalidade Poesia do concurso “Uma Aventura... Literária 2002”
- menção honrosa no concurso "Uma Aventura... Literária 2001"
- 2º lugar no concurso "Segredos da Minha Terra - Biblioteca Municipal de Vouzela" - 2004
- 2º lugar no concurso “Descobrir Vizela” 2003
- 1º lugar nas modalidades de poesia e conto do concurso "Março Mulher 2004", prefeitura de Guaratinguetá, Brasil
- ... entre outros

Em termos de publicações, estreei-me com um conto de título “Asas Abertas” na antologia “Idiossincrasias”, editada pela AG edições, no Brasil. Em finais de 2005, publiquei “Estrela sem Norte”, um livro de poesia, pela Corpos Editora, e, em finais de 2006, pela mesma editora, publiquei “Alma de Fogo”, narrativa da área da fantasia e primeiro volume de uma trilogia. Além disso, tenho actualmente vários projectos em progresso, tanto individuais como conjuntos, nas áreas da prosa e da poesia.

Os meus principais interesses são história, literatura, poesia, música e mitologia. Em termos de escrita, a minha poesia tende para temas e/ou estados de espírito mais soturnos, melancólicos e, eventualmente, negros. Em termos de prosa, tenho uma preferência especial pelos mundos fictícios, fantásticos, mas também pela abordagem a algumas épocas históricas. Os meus grandes ídolos literários são, na área da poesia, Florbela Espanca, Bocage e Fernando Pessoa, e, na área da literatura fantástica, David Gemmel, Jonathan Stroud e Marion Zimmer Bradley.

Sobre mim, não há muito mais a dizer. Se despertei a sua atenção, caro leitor, pode descobrir-me no site www.freewebs.com/carlaribeiro, no blog http://valedassombras.blogspot.com ou no site da Corpos Editora, www.corposeditora.com. Além disso, pode contactar-me para o e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

EXCERTOS

(do livro Estrela sem Norte)

MESSIAS ARREPENDIDO

Olhos cerrados numa muda prece,
Braços abertos para o infinito...
Caído em terra, onde a vida se esquece,
Lábios cerrados, prendendo seu grito.

Lágrimas enchem seu rosto contrito.
No seu coração, a agonia cresce.
Em si, tomou tudo o que era maldito,
Mas é sempre de dor a sua prece.

Por séculos e séculos nascido,
Viveu para redimir o pecado
E por ele morreu, na dor calada.

A agonia é demais! Arrependido,
Vive a sua revolta, abandonado
Numa missão para sempre falhada!

(do livro Alma de Fogo, excerto do Capítulo 3 – “A Vontade de Arasen”)

Um silêncio ensurdecedor dominou toda a sala, durante breves instantes, enquanto a semideusa, com o seu olhar faiscante na mais pura fúria, observava fixamente a entrada, onde apenas era visível uma sombra projectada no chão.
- Como é estranho – continuou a voz – que pretendas, com as melhores das intenções, claro, ensinar as leis às tuas guardiãs e, contudo, te esqueças tu própria da mais importante e irrevogável de todas elas! Diria que isso é uma falha imperdoável da tua parte!
O corpo de Ruthien tremia de pura cólera. Quem era o dono daquela voz, calma e serena, tão perturbadora na sua indiferença? Quem era aquele homem, que fora ousado o suficiente para invadir um ritual onde não era permitida a sua presença e ainda se atrevera a censurar os seus procedimentos? Claro que não se esquecera da lei! Limitara-se a não a referir, para se poupar a uma humilhação quando soubessem quem era o pai da criança de Aludra.
- Quem está aí? – perguntou, encolerizada – Não é permitida a entrada a homem algum nos rituais das guardiãs!
- Esqueces assim tão facilmente? – replicou a voz, em tom de censura – Noutros tempos, a minha voz era suficiente para que viesses ao meu encontro, submissa e humilde, sem te importares com o que estivesses a fazer. Mas parece-me que julgas que, por terem passado oito anos, os meus direitos se perderam. E agora, já me reconheces?
Lentamente e com uma expressão triunfante, o homem avançou por entre o corredor que as guardiãs, que imediatamente o haviam reconhecido, abriam, permitindo a sua passagem. Avançou com firmeza, colocando-se diante da semideusa, à distância de poucos passos dela, e olhando-a com uma expressão indecifrável. Rapidamente, Ruthien observou a imponente figura, vestida de negro, cuja longa capa ondulava ainda atrás de si, como se ele ainda se movesse. Observou as suas mãos, apertando firmemente o longo ceptro de ébano, gravado com runas. Olhou o seu rosto, possuidor de uma palidez quase de morte, emoldurado pelos negros cabelos que lhe caíam sobre as faces, onde brilhavam dois claros olhos azuis, com uma expressão glacial, e foi incapaz de conter uma exclamação de espanto:
- Vós?